Graziela Medeiros

June 23, 2009

Caminhos do ensino superior

Filed under: Notícias — grazielamedeiros @ 07:46

Para que o ensino superior brasileiro se desenvolva com alto padrão de excelência, será preciso privilegiar a competência, fortalecer as estruturas decisórias das universidades e aumentar a articulação dessas instituições com o sistema federal de ciência e tecnologia.

Essas foram as principais conclusões dos debatedores reunidos na última sexta-feira (19/6), em São Paulo, no 15º Fórum Nacional-Consecti e Fórum Nacional-Confap.

Os palestrantes abordaram o tema “Ensino Superior e o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia”, na sessão de encerramento do evento promovido pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), João Carlos Gomes, as universidades estaduais e municipais têm papel central no avanço do ensino superior no país – e, por isso, têm necessidade de mais recursos federais. […]

Segundo ele, essas instituições têm um grau de qualificação considerável: de um todal de 44.476 docentes, 39% são doutores, 32% são mestres, 22% são especialistas e 7% apenas graduados. Mas, embora aponte o apoio do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) em diversos programas importantes – especialmente na área de formação de profissionais –, Gomes destaca a necessidade de uma articulação que traga mais recursos federais. […]

Segundo a secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, o ministério vem fazendo um longo trabalho de institucionalização das universidades federais, que já estão bem preparadas do ponto de vista científico e acadêmico, mas ainda têm muito o que avançar em relação a articulações externas.

“Há boa relação com o setor público, incluindo o sistema de fomento institucionalizado pelas fundações de amparo à pesquisa. Mas é preciso explorar mais as áreas de extensão e inovação, isto é, a articulação com o meio externo”, afirmou.  “Na universidade, a pesquisa e a extensão têm uma zona de convergência que ainda não foi explorada. A institucionalidade atual é fragmentada e não se conecta com a extensão e a inovação, embora as universidades recebam bom volume de recursos. Temos pela frente o desafio da construção de uma nova institucionalidade: mais leve, mais inteligente e mais racional”, destacou.

Segundo a secretária, um dos principais problemas está relacionado à autonomia: a universidade ainda precisa responder a controles externos exercidos sem o conhecimento de suas práticas e de sua cultura.

O fortalecimento das estruturas decisórias da universidade por meio de órgãos colegiados, que são consolidados na área de pesquisa, ainda é extremamente necessário na área de extensão. A universidade precisa estabelecer seus próprios mecanismos de controle e transparência, demonstrando sua especificidade e sua dinâmica e cultura próprias, indicando claramente que dá conta de estabelecer ligações com o meio externo”, disse. […]

Fonte: Agência FAPESP 22/06/2009

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