Graziela Medeiros

June 4, 2009

‘Cloud conputing’ veio para ficar

Filed under: Tecnologias — grazielamedeiros @ 16:26

Você abre o Gmail. Olhando as mensagens, descobre uma que veio do Orkut, vai até lá e vê recados, aceita novos amigos. Outra navegada pelo email e lá está um comentário em seu blog, esperando para ser moderado. Basta um clique para ordenar a publicação do comentário, confirmada por uma janela do Blogger. Aproveitando a deixa, você cria um novo post e, lembrando que está com uma foto nova no Picasa, puxa-a de lá para o post. Então, lembra-se de que viu um vídeo de rock raríssimo no YouTube. Normalmente, seria preciso pegar o link dele para embutir no post, mas, com a conta do Google recém-atrelada ao site de vídeos, basta achá-lo em seus Favoritos e postá-lo automaticamente em seu blog, num segundo post, que pode ser formatado de dentro do próprio YouTube. Finalmente, você decide escrever um texto. Mais um clique e o Google Docs se abre no browser, pronto para a tarefa.

Isto é o que se chama, lá fora, de cloud computing: o uso de programas e serviços totalmente online, sem se que você se preocupe com o que está salvo em sua máquina. Por acaso, os serviços citados acima são todos do Google e estão reunidos sob uma só identidade, mas o mesmo poderia ser feito com o Windows Live, reunindo Messenger, Hotmail, Spaces, Office Live e assim por diante. Hoje, aos poucos, o sistema operacional está sendo substituído pela internet na função de plataforma sobre a qual rodam os programas que usamos. “Cloud” (nuvem, em inglês) na verdade, é uma metáfora para a internet, que mudou para sempre o jeito de ser da computação.

Este ano, a internet como a conhecemos, através da World Wide Web, fez 20 anos, embora o conceito inicial remonte aos anos 60. Sir Tim-Berners Lee, que criou a WWW e o primeiro website, acredita que tudo isso vai culminar numa internet mais solidária. Para ele, a Web 2.0 ainda frustra porque há hoje muitas diferenças entre softwares, mas a próxima geração verá uma internet em que teremos mais controle sobre nossas informações pessoais, que hoje ainda ficam muito à mercê das empresas. Mas Berners-Lee vai além. Ele prevê uma internet neutra (“onde possamos rodar a aplicação que quisermos, sem discriminação quanto a quem somos ou o que estamos fazendo”, diz em seu blog) e inteligente (“em que os computadores sejam capazes de analisar todos os dados na web”).

Por falar em serviços integradores, um dos segredos por trás da nuvem é a virtualização, tecnologia que substitui servidores e demais máquinas físicas e as digitaliza, compactando-as ao mesmo tempo. A VMWare, bambambã no setor, já oferece até test-drives gratuitos dos serviços de computação em nuvem para seus clientes.

– A virtualização torna a cloud possível, e através dela compram-se softwares como serviços e até desktops como serviços, isto é, em vez do PC, você leva uma versão virtual dele, acessável pela rede e devidamente adaptada para o seu trabalho – explica Arlindo Maluli, consultor da VMWare para a América Latina. – Hoje este desktop virtual (o serviço é chamado Mobile PC) é majoritariamente um serviço para empresas, mas lá fora já vemos usuários finais se valendo dele.

Ver texto na íntegra em: http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/04/cloud-computing-veio-para-ficar-755678152.asp

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